Saúde e Sociedade publica dossiê sobre desafios, perspectivas e caminhos no cuidado integral às situações de aborto na Atenção Primária à Saúde no SUS

O aborto é um evento comum na vida das mulheres e de pessoas com outras identidades de gênero1 que gestam. Contudo, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), ainda não estão constituídas linhas de cuidado integral para atender às necessidades e especificidades das pessoas que abortam. Na esteira dessa lacuna, o artigo “Movimentos feministas e a construção de estratégias de cuidado integral a situações de aborto no Brasil” de Luanda Lima, investiga estratégias levadas a cabo pelo Grupo Curumim, Humaniza Coletivo Feminista e Projeto Vivas. Nestas iniciativas, o “procedimento” vem aliado à escuta, à orientação segura, à oferta de alternativas e à proteção contra violências no percurso do aborto.
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Apesar de nos dar esperança quanto a solidariedade coletiva, este trabalho nos lembra que movimentos pontuais não substituem o SUS. É necessário aprender com a sociedade civil acerca das peculiaridades de um cuidado integral verdadeiramente equitativo, mas é indispensável, também, que se dispute as instâncias decisivas de políticas de saúde pública e de direito reprodutivo.
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🔗 O artigo e o dossiê completo podem ser conferidos AQUI!

  1. Em diversos momentos no texto, as pessoas em situação de aborto são tratadas no feminino, porque, de forma geral, os casos narrados pelas ativistas nas rodas de conversa que deram origem à presente análise envolveram o acompanhamento de mulheres cis. Contudo, consideramos importante relembrar que pessoas transmasculinas, não binárias e de outras identidades de gênero podem engravidar, e, portanto, também precisam de cuidados relacionados ao aborto. ↩︎

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